Zé Pedro Rock’n’Roll, realizado por Diogo Varela Silva, vai ter a sua estreia mundial no Doclisboa.

Integrado na secção Heart Beat, o filme sobre o lendário guitarrista e uma das principais figuras do rock’n’roll português utiliza arquivos públicos e pessoais para ilustrar a história de Zé Pedro, a história dos Xutos e Pontapés, e a própria história do rock em Portugal. Ainda em registo nacional, o Doclisboa estreia The Bridge, de Paulo Raposo, um retrato de um grupo de artistas que se propôs à criação de uma intervenção sonora numa pequena ponte sobre o rio Andelle (Normandia); Ensaio de Amor, de Zé G. Pires, que acompanha o percurso dos ensaios ao palco dos atores do Grupo Crinabel; e The Sound of Masks, de Sara Gouveia, filme guiado por Atanásio Nyusi, numa viagem que cruza o passado colonial de Moçambique com o presente do país e que nos apresenta a dança mapico.
Na mesma secção, mas em termos internacionais, vamos ainda encontrar The Quiet One, um filme sobre a vida e carreira de Bill Wyman, membro fundador dos Rolling Stones; The Beat Goes On, realizado por Christian Francis-Daives e Jon Keats, sobre a história e o renascimento (e a reconstrução) do Cavern Club; Oh Les Filles!, realizado por François Armanet, sobre a história das estrelas rock francesas; Daniel Darc, Pieces of My Life, de Thierry Villeneuve e Marc Dufaud, sobre o vocalista dos Taxi Girl; Dorival Caymmi – Um Homem de Afetos, realizado por Daniela Broitman; e Everybody’s Everything, de Sebastian Jones e Ramez Silyan, em torno de Lil Peep.
O Heart Beat apresenta também uma sessão especial cine-concerto, começando com a exibição do filme Mistérios Negros, de Pedro Lino, musicada ao vivo pelo compositor Philippe Lenzini; e a Cine performance documental O intendente é um lugar psicológico, em que Tiago Pereira filma e concetualiza, e Sílvio Rosado compõe e toca.
Outros filmes que serão exibidos no Doclisboa incluem o mais recente de Abel Ferrara, The Projectionist; Banquete Coutinho, de Josafá Veloso; Forman vs Forman, de Helena Třeštíková e Jakub Hejna; Delphine et Carole, de Callisto Mc Nulty; e Talking About Trees.
Realce ainda – para além do já anunciado anteriormente Rétrospective, de Jérôme Bel – para a arte da crítica de Pauline Kael (What She Said: The Art of Pauline Kael, de Rob Garver); o retrato da cena cultural alternativa pós-1989 em Mitte, no Centro de Berlim (Gestern Mitte Morgen, de Peter Zach); a performatividade, a poesia e o ativismo de Pedro Lemebel (Lemebel, de Joanna Reposi Garibaldi); a dança, a coreografia, os ensaios de Anne Teresa De Keersmaeker (Mitten, de Olivia Rochette e Gerard-Jan Claes); a experimentação electrónica de Felix Kubin (Felix in Wonderland, de Marie Losier); e a cultura consumista no rescaldo da dissolução da União Soviética (30HA, de Clayton Vomero).

