O Festival de Veneza decorre de 28 de agosto a 7 de setembro

O filme Joker ganhou o Leão de Ouro de Melhor Filme em Veneza, confirmando as palavras iniciais do diretor artistico do certame, Alberto Barbera, como o “mais surpreendente do certame“. Já o franco-polaco Roman Polanski e o seu J’Accuse foi consagrado com o Leão de Prata(Grande Prémio do Júri), afastando qualquer cenário de polémica que rodeou o júri no início do festival. Também distinguido – como Melhor Realizador – foi o sueco Roy Andersson por About Endlessness.
Foi para Hong Kong o prémio de Melhor Argumento, mais propriamente para Yonfan por No. 7 Cherry Lane, enquanto o Prémio Especial do Júri foi para o documentário La Mafia non è più quella di Una Volta, de Francesco Maresco. No discurso de aceitação, Yonfan mencionou a situação atual no território, esperando que a curto prazo os cidadãos de Hong Kong possam ter novamente a liberdade de se expressarem sem censura.
Nas interpretações, o prémio Marcello Mastroianni para jovens intérpretes foi para Toby Wallace (Babyteeth), enquanto o Melhor Ator da principal competição foi Luca Maranelli por Martin Ede. A Melhor Atriz foi a francesa Ariane Ascaride pela sua participação em Gloria Mundi.
Veio da ‘Giornate degli Autori’ o Leão do Futuro, entregue a You Will Die at 20, do sudanês Amjad Abu Alala, enquanto na secção Orizzonti, Darling do paquistanês Saim Sadiq foi a melhor curta metragem. Ainda na Orizzonti, Sami Bouajila, (Un Fils) foi o melhor ator; Marta Nieto (Madre) a melhor atriz; e Théo Court, por Blanco en Blanco, o melhor realizador. Raymund Ribay Gutierrez e o seu Verdict arrecadou o Prémio Especial do Júri e Atlantis, de Valentyn Vasyanovych, foi considerado o Melhor Filme.

Atlantis
Na secção Clássicos de Veneza, o filme Ecstasy de Gustav Machatý foi consagrado como a Melhor Restauração, enquanto o Melhor Documentário sobre cinema coube à brasileira Bárbara Paz, por Babenco – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou. Nos agradecimentos, Paz soltou um “não à censura no Brasil“, numa clara referência aos eventos ocorridos esta semana no Rio de Janeiro.
O Brasil voltaria a ser premiado na secção de realidade virtual (Melhor Experiência em Realidade Virtual), por A Linha, de Ricardo Laganaro. O prémio principal desta secção foi para Céline Tricart, por The Key.
Competição Principal
Leão de Ouro: Joker, de Todd Phillips.
Leão de Prata (Grande Prémio Júri): Roman Polanski, por J’Accuse
Leão de Prata (Melhor Realizador): Roy Andersson, About Endless
Melhor Atriz: Ariane Ascaride, por Gloria Mundi
Melhor Ator: Luca Marinelli, por Martin Ede
Melhor Guião: No. 7 Cherry Lane, Yonfan
Prémio Especial do Júri: La Mafia non è più quella di Una Volta, de Francesco Maresco
Prémio Marcello Mastroianni para Jovens Intérpretes: Toby Wallace (Babyteeth)
HORIZONTES (ORIZZONTI)
Melhor Filme: Atlantis, de Valentyn Vasyanovych
Melhor Diretor: Théo Court, por Blanco en Blanco
Prémio Especial do Júri: Verdict, de Raymund Ribay Gutierrez
Melhor Atriz: Marta Nieto (Madre)
Melhor Ator: Sami Bouajila (Un Fils)
Melhor Guião: Revenir, de Jessica Palud
Melhor curta metragem: Darling, de Saim Sadiq
LEÃO DO FUTURO: You Will Die at 20, de Amjad Abu Alala
CLÁSSICOS de VENEZA
Melhor documentário sobre cinema: Babenco – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou, de Bárbara Paz
Melhor filme restaurado: Ecstasy, de Gustav Machatý
Realidade Virtual
Melhor Realidade Virtual: The Key, Céline Tricart
Melhor Experiência em Realidade Virtual: A Linha, Ricardo Laganaro
Melhor História de Realidade Virtual: The Daughters of Chibok, de Joel Kachi Benson

