A cidade de Seia vai acolher de 12 a 19 de Outubro a 25ª edição do CineEco – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela

Está de regresso em outubro o mais antigo festival de Cinema Ambiental do mundo e o único do género em Portugal. Com uma Seleção Oficial de 80 filmes, provenientes de 20 países, o Ambiente, a Emergência Climática, e o impacto da ação do Homem na Terra são focos desta 25ª edição, que tem como como elo condutor a Água, bem essencial à (sobre)vivência e evolução.
Já no dia 21 de setembro, o filme Aquarela, de Victor Kossakovsky, filmado em 96 frames/segundo, dá o mote a esta edição do certame, que vai contar com 10 filmes na corrida ao Grande Prémio Internacional Longas Metragens. “Desde os segredos e mistérios escondidos na natureza e o papel do Homem na própria (re)Criação em Genesis 2.0, de Christian Frei e Maxim Arbugaev; até ao storytelling íntimo e emocional de Grit, de Cynthia Wade & Sasha Friedlander, sobre uma jovem sobrevivente de um ‘tsunami’ de lama tóxica; passando pela história de vida em dimensões difusas de um tempo pós-apocalítico em Lost reactor, de Alexandra Westmeier; até sermos convidados a contemplar um lugar, uma vila sonhada que se reinventou em Soñando un lugar, de Alfonso Kint; ou o convite para partirmos rumo a uma ilha em forma de coração no sul do Japão, Iwaishima, que há mais de 30 anos luta contra a instalação de uma central nuclear em Le géographe et l’île, de Christine Bouteiller; testemunhar o manifesto cinematográfico de Cold lands, de Iratxe Fresneda; ou constatarmos o absurdo de um dos princípios económicos que definem o nosso mundo globalizado em Walden, de Daniel Zimmerman; até acompanharmos de perto Stijn e a sua família em busca por manter viva a tradição de pastoreio de ovelhas no relato Sheep hero, de Ton van Zantvoort; ou percorrermos o caminho partilhado e pessoal de Are you sleeping, brother jakob?, de Stefan Bohun; até acabarmos na reflexão sobre a Era do Antropoceno em L’homme a mangé la terre, de Jean-Robert Viallet“.
Na Competição Longas em Língua Portuguesa, realce para Hálito Azul, de Rodrigo Areias, Amazónia; o Despertar da Florestania, de Christiane Torloni e Miguel Przewodowski; Understory, de Margarida Cardoso; e Alva, de Ico Costa.
Paralelamente, vai decorrer a 2ª Edição do Fórum Internacional de Festivais de Cinema de Ambiente, exposições, instalações artísticas indoor e outdoor, um cine-concerto, workshops e oficinas de educação ambiental, provas de vinho e de gastronomia local. Decorrem também as Eco-talks e continua a iniciativa Escolas no CineEco.

