Arranca amanhã (18/09) o Queer Lisboa

(Fotos: Divulgação)

O São Jorge sedia novamente o mais antigo festival de cinema da capital, cuja 19ª edição decorre de 18 a 26 de setembro. Entre curtas e longas-metragens de ficção e documentários serão exibidos 76 filmes, provenientes de 34 países diferentes. Da Alemanha e da França vem o maior número de obras (12 de cada) e Portugal contribui com oito.

O cinema de autor abre e fecha o evento – com dois filmes estreados mundialmente na competição principal do Festival de Berlim. A abertura cabe à Praia do Futuro (foto abaixo), que traz no currículo um longo circuito de festivais (e prémio de melhor filme latino-americano de San Sebastián) e o facto de ser a última obra de Karim Ainouz depois de Madame Satã, O Céu de Suely e Abismo Prateado. A sessão de encerramento traz o veterano Peter Greenaway, que parece ter voltado à boa forma e já há alguns anos não dava tanto nas vistas quanto em Einsenstein em Guanajuato (foto acima), onde recria uma aventura do realizador de Couraçado Potemkim no México.

Segundo João Ferreira, diretor do Queer, a escolha de obras mais ousadas está diretamente ligada à trajetória de um certame que foi o primeiro em Portugal a exibir obras de Pedro Almodóvar e François Ozon – para além do facto do cinema comercial explorar de forma muito mais limitada as temáticas importantes. “Foi uma escolha natural. Os cinemas de arte, experimentais ou marginais trazem sempre as propostas mais interessantes“, ressalta.

A história dos preconceitos

Com a longevidade do festival põe-se também a questão do alargamento do público para fora das comunidades LGBT. Conforme Ferreira, essa busca sempre houve, mas é notória a evolução da sociedade em relação aos preconceitos – algo que se nota, inclusive, no tratamento recebido pelas empresas convidadas para patrocinar ou nas instituições estatais. “Houve um tempo que se pensava que exibíamos filmes pornográficos!“, recorda.

Um dos destaques: o Queer Art

Nesta tradição de experimentalismo cinematográfica um dos destaques é a seção Queer Art, pela primeira vez premiando um vencedor. Entre os seus oito títulos observa-se as propostas mais radicais e, eventualmente estimulantes, do festival. Já às seções competitivas de longas, curtas e documentários acrescenta-se ainda Queer Focus e Hard Night

Atividades paralelas, festas, eventos musicais e masterclasses completam a programação.

 

 

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