O ‘Laço Branco’ de Michael Haneke chega hoje ao Estoril

(Fotos: Divulgação)

 

Nascido a 23 de Março de 1942 em Munique (Alemanha), Michael Haneke é um dos cineastas contemporâneos mais controversos da actualidade, mas também um dos que mais atenção merece.

Filho do actor e realizador Fritz Haneke e da actriz Beatrix von Degenschild, Haneke foi criado na cidade Wiener Neustadt. Frequentou a Universidade de Viena para estudar filosofia, psicologia e drama.

Após licenciar-se, tornou-se um crítico de cinema e trabalhou entre 1967 e 1970 como editor e dramaturgo numa estação televisiva alemã (Südwestfunk). A sua primeira longa-metragem viria só em 1989 com “The Seventh Continent”, inspirado numa história verídica de uma família austríaca que cometeu suicídio. Três anos depois, o polémico “Benny’s Video” viria a captar a atenção do público e crítica.

Em 1997, surge “Funy Games”, uma história de dois psicopatas que decidem atormentar uma pacata família forçando-os a jogos sádicos.

A temática do sadismo e dos jogos psicológicos (quer com as personagens quer com o próprio espectador) permanece constante na sua filmografia. Depois de “Code inconnu” com Juliette Binoche, chega talvez o seu filme mais famoso até à data: “La Pianiste”, com uma magistral Isabelle Huppert no papel de uma pianista com claros problemas “psico-sexuais”, que arrecada O Grande Prémio do Júri e de Interpretações Masculina e Feminina em 2001.

Voltaria a trabalhar com Juliette Binoche em “Caché”, de 2005, e com Huppert em “Le Temps Du Loup”, em 2003. Dez anos depois de “Funny Games”, viria também a dirigir uma versão norte-americana desse filme, protagonizada por Naomi Watts, Michael Pitt, Tim Roth e Brady Corbet. Esta nova versão pode não ter convertido novos fãs, mas serviu pelo menos para dar a mostrar a obra do realizador austríaco a um público ainda maior, que provavelmente nunca teria visto qualquer um dos seus filmes até então.

 

 

E eis que surge “The White Ribbon”, Palma de Ouro no Festival de Cannes este ano. O cenário é uma pequena aldeia alemã, onde estranhos eventos ocorrem durante os anos imediatamente antes da 1ª Grande Guerra. O filme passa com honras de ante-estreia nacional hoje, dia 7, por volta das 22h. 

 

André Gonçalves 

 

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