Indie Lisboa ’09 – Dia 8

(Fotos: Divulgação)

 

Aguirre

 

Werner Herzog é mesmo um Herói Independente (nome da categoria de filmes dada no Indie para a retrospectiva de alguns realizadores): as suas produções parecem imitar as histórias de sonhos de grandeza falhados em que se baseiam. As peripécias que acontecem durante elas também já adquiriram estatuto de lendas na história do cinema, desde o relacionamento conflituoso entre Herzog e Klaus Kinski, aos problemas associados a filmar na selva amazónica.

“Aguirre” é outra dessas produções em que o resultado nos lembra o fragmento de um sonho grandioso que ficou aquém do pretendido. A história é a de um grupo de conquistadores espanhóis que, na procura do El Dorado, se rebela contra a coroa espanhola, o seu representante e quem a cobiça, e que, com todas as dificuldades da viagem, acaba por enlouquecer.

Com uma encenação precisa, Herzog compõe cenas que lembram os quadros da época, que representavam os acontecimentos e as personagens principais entrecruzadas com a loucura da interacção das personagens e da fúria da natureza e das culturas estranhas à sua volta.

As representações são atrozes. Tal como a dobragem, a história avança aos solavancos. Ainda assim, é um marco do cinema a não perder de forma alguma (7/10)

João Miranda

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