Doclisboa e Cinemateca dedicam retrospetiva a Lino Brocka

(Fotos: Divulgação)

Um dos maiores nomes do cinema filipino e asiático, Lino Brocka, vai estar em foco numa retrospetiva que junta o Doclisboa e a Cinemateca Portuguesa. Com o nome “Lino Brocka – Matem o Artista Nacional”, a programação decorrerá de 15 a 25 de outubro e será comissariada pelo artista e cineasta filipino Khavn de la Cruz, em colaboração com as equipas do festival e da Cinemateca.

Com mais de 60 filmes realizados em pouco mais de duas décadas, Brocka fez do melodrama popular uma das formas mais contundentes de cinema político no Sudeste Asiático, vagueando entre o realismo urbano, a sensualidade e a violência. Sempre com um olhar de crítica social, o cineasta filmou Manila como uma máquina de exploração e as personagens que vivem nela como corpos esmagados pela luta de classes, género, morais religiosas e uma intensa repressão estatal.

A antevisão da retrospetiva acontece a 17 de julho, na esplanada da Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, com a exibição de Bona (1980), um filme onde Brocka transforma a adoração numa forma de escravização voluntária. Protagonizado por Nora Aunor, no filme seguimos uma jovem de classe média que abandona a escola e a família para se juntar a Gardo, um ator que vai participado de forma pequena em algumas produções de baixo orçamento. Expulsa de casa pelo pai, a mulher instala-se com ele numa zona pobre de Manila e passa a servi-lo como criada, amante nunca reconhecida e fã devota.

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