“Filthy” vence Sheffield DocFest 2026

(Fotos: Divulgação)

Filthy (Sucia – Per què no vas fer res?), de Bàrbara Mestanza e Marc Pujolar, foi o grande vencedor do Sheffield DocFest 2026 (10-15 de junho) ao arrecadar o Grande Prémio da Competição Internacional.

O filme prolonga um processo artístico que começou no palco e passou também pela literatura. Antes do documentário, Bàrbara Mestanza criou Sucia / Per què no vaig fer res?, uma autoficção teatral sobre o abuso sexual que sofreu e sobre o silêncio, a culpa e a revitimização que se seguiram. O processo criativo deu ainda origem a um livro, antes de chegar ao cinema pela mão da própria Mestanza e de Marc Pujolar.

Na Competição Internacional de Primeiras Obras, a vitória sorriu a Magma, de Mia Bendrimia, um documentário que parte da história da própria família da realizadora para investigar as memórias contraditórias da guerra da independência argelina.

Na distinção que carrega em si o nome do fotojornalista britânico Tim Hetherington, The Long Cuban Night, de Sergio Fernandez Borras, um filme que acompanha a experiência de um grupo de artistas cubanos que se manifestam contra as autoridades, levou a melhor, enquanto o Grande Prémio da Competição Internacional de Curtas foi entregue a Maybe Tomorrow, de Waad Al-Kateab e Wafa Mustafa.

Depois de estrear em Berlim e sair premiado de Tribeca na semana passada, Crocodile, do coletivo The Critics e de Pietra Brettkelly, arrecadou a distinção do júri jovem, enquanto One In a Million, de Itab Azzam e Jack MacInnes, recebeu o Shine Global Children’s Resilience Award.

Finalmente, a distinção dedicada aos documentários sobre futebol, o Sheffield DocFest Football Documentary Award, foi para Cantona, um filme de David Tryhorn e Ben Nicholas que traça um retrato do famoso futebolista francês que fez boa parte da carreira em Inglaterra.

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