Sir Ian McKellen em documentário sobre L.S. Lowry

(Fotos: Divulgação)

Cinquenta anos após a morte de L.S. Lowry (1887-1976), a BBC prepara um documentário, L.S. Lowry: The Unheard Tapes, que revela gravações inéditas feitas nos anos 1970, durante os últimos quatro anos de vida do pintor, no seu próprio lar.

Sir Ian McKellen, que há 15 anos criticou o Tate –  museu nacional de arte moderna do Reino Unido sediado em Londres – por marginalizar o artista por ser “demasiado do norte”, dará corpo a Lowry no ecrã, sincronizando os lábios com a voz real do pintor. O ator descreve o projeto como um privilégio raro, sublinhando a intimidade, o humor e as contradições reveladas nas gravações.

Going To The Match

As fitas incluem conversas com Angela Barratt, então jovem admiradora, e oferecem um retrato pessoal e inesperadamente profundo do artista. O filme é também um retrato da transformação industrial de Salford e da Grande Manchester, paisagens humanas que marcaram de forma decisiva a obra de Lowry.

Observador obsessivo e disciplinado da vida urbana industrial do norte de Inglaterra, Lowry cresceu em Manchester e passou décadas a trabalhar como cobrador de rendas. Pintava à noite, depois do trabalho, estudando arte de forma rigorosa e clássica, transformando as fábricas, as chaminés e as multidões que pintou não em celebrações, mas cenários de solidão. As pessoas estão juntas, mas isoladas. O humor existe, mas é seco, quase cruel.

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