«Savannah» por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)

Construído à moda antiga, na velha estrutura do idoso que conta uma história curiosa sobre uma personagem do passado com quem interagiu há muitos anos atrás, Savannah é um drama de inspiração literária que acompanha um homem, Ward Allen (Jim Caviezel), que deixou a sua marca na sociedade e que, acima de tudo, se recusava a acatar as leis que iam contra a sua liberdade, fossem estas ditadas pelos juízes, fossem pela esposa.

Há algo de nostálgico e de culto à individualidade nesta curiosa história de Ward Allen, mas toda essa áurea mística e mítica em torno dessa personagem – carimbada pela fonte de inspiração desta fita ser um livro apenas com algumas anedotas da vida da personagem real – é enfraquecida por uma narrativa pouco polida nas ligações entre vários períodos da sua vida, resultando assim um filme a vários tempos, como se tivéssemos perdido alguns episódios pelo caminho.

Os valores da produção de Savannah são seguros, há bons momentos de humor e tanto Jim Caviezel como Chiwetel Ejiofor esforçam-se em dar força, carisma e charme às suas personagens. Porém, isso não impede que o filme falhe por culpa do argumento que sobrevive mais de pequenas situações do que de um todo e da pouco expedita realização de Annette Haywood-Carter, cineasta que nunca sai da zona de conforto de um «crowd pleaser de domingo à tarde».

O Melhor: A prestação dos atores e a eloquência de Ward em tribunal
O Pior: Nunca sai da mediania e da inerente falta de ambição. O terrível trabalho de caracterização de Ejiofor em velho…


Jorge Pereira

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