«The Bag Man» (Quarto 13) por Miguel Pinto

(Fotos: Divulgação)

The Bag Man apresenta-se como a obra de estreia de David Grovic na realização, trazendo consigo um leque de atores interessante (principalmente John Cusack, Robert De Niro e Dominic Purcell) e uma premissa no mínimo intrigante. Mas isso não é suficiente, nem de longe.

John Cusack é Jack, um criminoso que espera num motel por Dragna (De Niro), o seu chefe, ao qual tem de entregar uma mala, sem olhar o conteúdo desta. Ainda no início é visível a influência de Tarantino neste filme e no final, um quase-plágio de David Fincher que arruina por completo toda a intriga em torno do desenlace.

Infelizmente, a falta de identidade não é o único problema presente no filme de Grovic. É frustrante quando assistimos a John Cusack e, principalmente, Robert De Niro, em piloto automático. Um autêntico desperdício de boa matéria-prima a nível de elenco. Como se não bastasse, o filme carece de credibilidade e é dominado uma inverosimilhança e uma previsibilidade que aumentam de cena para cena e de twist para twist.

Não há muito para dizer mais, pois a fita este não tem quase nada para nos contar e, o que tem, é mau. Ambiciona ser algo que não consegue e o resultado final é extremamente desapontante. Ao caminhar para a reta final, não se esperava algo excepcional, mas um final satisfatório ou convincente seria o mínimo para tornar esta experiência razoável. Não tendo sido assim, fica-se por ser medíocre e uma grande perda de tempo. Uma infeliz estreia do realizador, que tinha tudo para fazer melhor.

O Melhor: A intriga desperta-nos curiosidade; tecnicamente competente (ainda que não surpreenda).
O Pior: Tudo o resto.


Miguel Pinto

Últimas