
Sucesso nas bilheteiras sul coreanas em 2013, tendo ficado no top 10 dos mais vistos do ano, The Terror Live aborda num estilo de blockbuster de ação tenso e dramático algumas queixas da sociedade coreana (e não só) nos dias de hoje.
Se por um lado temos aqui um terrorista que ameaça e faz explodir vários locais emblemáticos de Seul, por outro temos críticas implícitas à forma como o governo lida com estas situações e com os mais desfavorecidos, bem como palavras contra a imprensa, cada vez mais sedenta de audiências e capaz de omitir factos policiais importantes para ter a exclusividade das histórias. O momento em que um pivô de telejornal entrevista outro pivô, estando ambos em direto e na guerra das audiências, é um momento puramente refrescante na visão da ação jornalistica nos dias de hoje.
Yoon Young-hwa (Ha Jung-woo) é um apresentador de TV caído em desgraça que agora tem um programa de rádio. Um dia, a hipótese de voltar à ribalta volta a surgir no seu horizonte, pois um terrorista elegeu-o como peão para fazer algumas demandas ao estado. É impossivel não nos lembrarmos de Colin Farrell em Cabine Telefónica neste The Terror Live. Tal como Farrell, Ha Jung-woo é também ameaçado e se o irlandês não podia sair de uma cabine, Young-hwa não pode sair da sua cadeira de apresentador.
Com bons elementos de thriller, embora visite diversos lugares comuns, particularmente no lado dramático da história e no background das personagens, The Terror Live consegue prender até ao seu final, constituindo assim uma delícia para todos os fãs do género, isto apesar de por vezes estes desconfiarem de algumas sequências com cariz mais inverosímel.

Jorge Pereira

