«Séptimo» por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)

Depois do thriller ambientado em Barcelona 25 Kilates, o espanhol Patxi Amezcua viaja até a Argentina num novo filme de mistério desta vez com dois protagonistas de créditos firmados no cinema em lingua espanhola: Ricardo Darín (O Segredo de Seus Olhos, 2010), o mais internacional dos atores argentinos, e Belén Rueda (O Orfanato, 2007), um dos nomes mais sonantes em Espanha no que diz respeito ao cinema fantástico (é igualmente a protagonista de Os Olhos de Júlia e El cuerpo).

E acaba por ser curioso que apesar do bom elenco, Séptimo seja um dos produtos mais medianos e menos arriscados do seu género. A história é simples e resume-se a um casal à beira do divórcio que terá de encontrar os dois filhos, que desapareceram misteriosamente no edifício em que vive o pai.

O facto do mistério ocorrer num prédio e de existirem poucas hipóteses de os miúdos terem saído do edifício, concentra a maioria da ação num único local, seguindo o espectador o calvário do casal, que a certa altura começa a desconfiar de tudo e todos e a revelar as suas próprias psicoses. Porém, esta espécie de Secuestro Express com metade da genica e pouca intensidade acabará por esbarrar numa enorme preguiça em sair do óbvio e nem os seus atores – em nítido piloto automático – conseguem salvar uma fita que derradeiramente se revela demasiado insossa e óbvia para permanecer muito tempo na nossa mente. 

O Melhor: O duo de atores cumpre
O Pior: Demasiado morno e derradeiramente previsível


Jorge Pereira

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