«The Frozen Ground» (Sangue e Gelo) por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)

Baseado na história verídica de Robert Hansen, um predador que sequestrava mulheres, soltava-as nas florestas e depois caçava-as por desporto, The Frozen Ground – Sangue e Gelo é mais uma obra rotineira onde todos os mecanismos são derivativos e familiares, não sobressaindo assim em qualquer aspecto no que toca a filmes sobre serial killers.

Na obra, John Cusack interpreta o papel de um respeitável homem de família que, pela calada, conduz ao rapto, violação e morte de várias mulheres, embora nunca tenham existido provas contra ele. As coisas mudam quando Cindy Paulson (Vanessa Hudgens), uma prostituta, revela-se a única sobrevivente do assassino em série e dá esperança ao Sargento Jack Halcombe (Nicolas Cage), que há muito tenta caçar o criminoso.

Se Cusack já provou em outros filmes ser um assassino eficaz e Nicolas Cage um polícia competente (quando não tem adições como em Polícia Sem Lei), nenhuma destas prestações consegue ainda assim elevar a obra para além de uma entediante monotonia de procedimentos, até porque a sua fórmula rígida e pouco propensa ao risco criativo sobrepõem-se a qualquer outra questão. E quando o único elemento refrescante de tudo é o carregado e intenso cenário de inverno rigoroso- que dá ao filme todo um ambiente de triste fado – então percebe-se o quão descartável e “domingueiro” este thriller é .

Uma última nota para a prestação de Vanessa Hudgens, frequentemente a cair no overacting e falhando no charme,  química e credibilidade que podia ter com o seu «predador» ou «salvador».

O Melhor: O cenário de inverno e frio que dá à obra uma camada de fatalismo sombrio
O Pior: Demasiado visto, revisto e refilmaldo


Jorge Pereira

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