‘Bibi Blocksberg’ por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)

Sinopse

Cinema Fantástico destinado ao publico infanto-juvenil, com efeitos visuais de grande qualidade. Uma história que nos obriga a agarrar às cadeiras num um filme delicioso onde se podem descobrir excelentes actores. Bruxas, castelos fantasma e cenários espectaculares num filme que bateu todos os recordes de receitas da Alemanha.

Realizado por Hermine Huntgeburth

Crítica

Depois de o mundo ter ficado completamente vidrado com a história do pequeno Harry Potter, a Alemanha lançou independentemente uma nova heroína: Bibi Blocksberg, uma menina com o poder da bruxaria.

Bibi é uma bruxa boa, tal como a maioria e partimos logo do principio que o mundo tem conhecimento desta actividade e do dom de certas pessoas. A própria mãe de Bibi também o é, e das importantes pois faz parte do conselho superior delas.

Em oposição, o pai de Bibi é um mero mortal – como nós- e irrita-se um bocado com a sistemática utilização das feitiçarias para alcançarem objectivos. Pelo meio, e naturalmente, há uma bruxa má – aquela que usa os seus poderes para proveito próprio e que busca incansavelmente e sem escrúpulos o segredo por trás da fonte da juventude.

Para ajudar, esta bruxa má – brilhantemente interpretada por Corinna Harfouch- tem ainda umas contas por ajustar com a mãe de Bibi (Katja Riemann, a nova estrela alemã do cinema). Ela é uma metáfora do sentimento ariano e o facto de Bibi ser filha de uma bruxa e de um homem mortal leva-a logo a questionar o facto da meia bruxinha ser tratada de forma igual.

É com o intuito de prejudicar Bibi que esta bruxa propositadamente deixa quebrar a bola de cristal que a primeira tinha meritoriamente ganho devido a um acto de extrema coragem- e que permitiu que duas vidas humanas fossem salvas. Mas o tiro saiu-lhe pela culatra e Rabinia é obrigada a dar a sua própria bola de cristal à jovem menina. A partir daí ela tudo vai fazer para recuperar o artefacto que, como já anteriormente disse, têm o segredo da imortalidade.

O filme é tremendamente interessante para um público mais juvenil e o divertimento da criançada é garantido. O problema está em agradar aos mais adultos. A partir do meio, e após Rabinia preparar um plano de recuperar a sua bola, o filme começa a ser demasiado rebuscado e custa a engolir certas causas e efeitos. Caímos então em soluções e situações óbvias que retiram à película alguma magia e imprevisibilidade.

Convenhamos porém uma coisa. Seria difícil fazer uma obra capaz de solidamente juntar adultos e graúdos no mesmo tipo de divertimento.

Com um bom elenco, bom guarda roupa e um belo design (especialmente os cenários das bruxas), Bibi Blocksberg acaba por ser uma película deveras interessante e que se afasta de todo o universo de Harry Potter, que lhe dá um caracter muito mais real…. Imperdível para os miúdos. Os país deles conseguem também gostar, sem fretes à “Spy Kids 3-D”. 6/10 …. Jorge C. Pereira

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