As experiências cinematográficas proporcionadas pelo realizador Jay Chandraskhar tendem a ser do mais insatisfatório possível, não só porque ao longo da sua carreira já nos ofereceu “brindes” como «Os Três Duques», como também por parecer não crescer como realizador.
Neste «Tudo Por Um Bebé», Chandraskhar tenta uma incursão desesperada – ou desesperante – por se aproximar do trabalho de Judd Apatow (um dos nomes mais sobrestimados de Hollywood), mas o melhor que consegue é uma sinopse e um filme atraente para qualquer prateleira de um videoclube instalado num centro comercial dos anos 80.
Nesta comédia fita, Tommy (Paul Schneider) não consegue engravidar Audrey, a sua companheira (Olivia Munn). Aparentemente, este é um problema recente, já que no passado ele era muito fértil e até doava esperma para um banco. Com o intuito de cumprir o sonho da parceira, Tommy – entre inúmeras palermices machistas e de defesa de uma masculinidade arcaica – decide elaborar um plano e, juntamente com os amigos, procura assaltar o banco de esperma onde fez os seus depósitos e recuperar «o que é seu».
Talvez uma das maiores falhas desta obra – para além do guião básico e pouco engraçado – seja o total erro de casting de Schneider, um ator que aqui anda perdido no meio da sua irritante e idiota personagem. Claro que grande parte da culpa disso é do próprio guião, que teima em colocá-lo em situações patéticas e rodeado de personagens caricaturais, ocas e sem interesse ou graça. Já Munn cumpre a sua tarefa, mas sem qualquer brilho ou interesse particular – até porque as limitações da produção não davam para mais. O looping exaustivo e quase pré adolescente, com sucessivas graçolas em torno da genitália, masturbação, sexo e sémen, tornam muitas vezes esta experiência em algo desesperante, até porque não há qualquer compensação emocional para tapar este desastre humorístico.
O resultado final acaba assim por ser mais um tiro no pé de Chandraskhar, que continua a teimar num estilo de humor tão fraco que até nos custa a acreditar que não trabalhe constantemente com Adam Sandler.
O Melhor: Quase nada
O Pior: Praticamente tudo…
| Jorge Pereira |

