«L’Arnacoeur» (O Quebra Corações) por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)

Os filmes sobre o rapaz que finge gostar de uma rapariga, devido a uma aposta ou um trabalho, e que acaba mesmo apaixonado por ela, são um dos modelos mais proeminentes das comédias românticas.
‘L’Arnacoeur’ é mais uma dessas obras, trazendo Romain Duris e Vanessa Paridis até ao grande ecrã, num tom de comédia ligeira repleta de charme e com algum moralismo à mistura.

Alex Lippi (Romain Duris) é um jovem sedutor profissional. A irmã e o cunhado, que o inveja, tratam da logística das operações – do engate, pois claro.

Na sua nova missão, o famoso Alex vai ter que seduzir Juliette (Vanessa Paradis), que casará daí a dez dias. Mas Alex tem uma moral: só aceita casos em que as mulheres estão infelizes e recusa-se a desfazer relações bem sucedidas. Pelo menos enquanto não se apaixonar pela ‘vítima’.

O melhor do filme é mesmo o início. A forma como as personagens são apresentadas é hilariante, esperando o espectador por uma maior originalidade no desenvolvimento da trama, coisa que não acontece.

E apesar da química e do charme subjacente ao duo protagonista, ‘L’Arnacoeur’ acaba por ser mais do mesmo. Entretém, mas é apenas mais uma comédia romântica.

De qualquer maneira, esta é uma razoável estreia de Pascal Chaumeil na realização, ele que durante mais de 20 anos foi assistente de nomes como Olivier Assayas e Luc Besson. E foi este último que talvez o tenha inspirado mais na produção desta formulática romcom.

O Melhor: O início do filme e a apresentação das personagens
O Pior: Um quanto moralista e muito agarrado à fórmula

A Base: Apesar da química e do charme subjacente ao duo protagonista, ‘L’Arnacoeur’ acaba por ser mais do mesmo. Entretém, mas é apenas mais uma comédia romântica… 5/10

Jorge Pereira

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