“Paranormal Activity” por Lauren Boyd

(Fotos: Divulgação)

Inquestionavelmente assustador, ‘Paranormal Activity’ é um daqueles filmes que triunfa por aquilo que não mostra, e por tudo que tremendamente sugere.

Num estilo a fazer lembrar “The Blair Witch Project” ou, se formos a uns anos antes, “The Last Broadcast” ou “Canibal Holocaust,” ‘PA’ é um filme minimalista de sustos que usa o estilo mockumentary para nos apresentar uma história teoricamente verídica, ou pelo menos que tenta passar por real.

Em ‘PA’ seguimos um casal, Katie (Katie Featherson) e Micah (Micah Sloat) atormentado por actividade paranormal na sua casa. Este evento não é novo para Katie, que desde a sua infância é perseguida por um fantasma, ou demónio (ninguém ainda sabe bem).

Assim, ao longo de hora e meia assistimos a filmagens feitas pelo casal – que tal como nos exemplos citados acima, foram encontrados posteriormente pela polícia.

Realizado com pouco mais de 15 mil dólares, ‘PA’ esquece um pouco a lógica, mas substitui-a com audaciosos momentos verdadeiramente assustadores (como os ocorridos da 20ª noite, que me levaram a usar a técnica dos 5 dedos a tapar os olhos).

Por tal, esta experiência de Oren Peli é um triunfo, pois consegue várias coisas num filme só: 1) realmente assustar; 2) provar que para fazer sustos não é preciso grandes efeitos visuais; 3) ridicularizar os grandes estúdios que gastam milhões em obras redundantes e pouco assustadoras.

Audacioso? Sim. Assustador? Tremendamente. Este é um filme que fará os fãs de “Blair Witch” relembrar aquela sensação de adrenalina do terror que não se vê e que conquistará uma nova geração mais habituada a terror pomposo com gore em tons cómicos.

Percebe-se completamente o hype em torno dele… Na sala onde vi (AMC,) houve momentos de profunda histeria…7/10

O Melhor: Sustos. Verdadeiros momentos de gelar os ossos
O Pior: Os fãs hardcore de Blair Witch vão achar o filme uma cópia

Lauren Boyd em Chicago

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