Sundance 2013: «Prince Avalanche», por Joanna Rudolph

(Fotos: Divulgação)

«Prince Avalanche», refilmagem do filme islandês «Either Way» [ler critica], marca o regresso do argumentista e realizador David Gordon Green à sua forma natural no cinema independente (ele realizou, por exemplo, “George Washington” e “All the Real Girls”), isto depois de duas experiências falhadas em Hollywood: «Real Desatino» e «The Sitter».

Passado no final dos anos 80, no filme seguimos Alvin (Paul Rudd), um homem que contrata o jovem Lance (Emile Hirsh) para trabalhar com ele numa estrada do interior a pintar marcas rodoviárias no pavimento. Alvin, que está numa relação com a irmã de Lance, entrega-se à solidão, mas para o sempre excitado, mas privado de mulheres, Alvin, passar um verão longe da cidade é uma verdadeira tortura.

Claro que inicialmente Alvin e Lance não se dão bem. Se Lance quer ouvir musica rock enquanto ambos trabalham, Alvin insiste em ouvir as cassetes que lhe ensinam alemão, pois crê que deve conhecer outra língua antes de visitar esse país com a irmã de Lance.

Porém, e à medida que se vão conhecendo e interagindo, e especialmente quando as suas relações amorosas são colocadas de lado, ambos desenvolvem uma relação de amizade bastante incomum, o que acaba por ser doce e curioso, mas acima de tudo resulta num ato bastante genuíno. 

E mesmo que «Prince Avalanche» tenha personagens e localizações minimalistas, o que lhe falta em valores de produção é compensado pelo trabalho dos atores (bom casting) e com a riqueza do estudo em torno das suas personagens.

O Melhor: Um estudo de personagens com muito coração
O Pior: O ritmo é demasiado lento
 
 Joanna Rudolph
 

Últimas