Filmes sobre o que significa ser criativo em face da depressão são feitos à dúzia. Muitos deles (como por exemplo ” Walk the Line “,” Country Strong ” e ” Crazy Heart “) apresentam personagens criativas que lidam com sua depressão através do abuso da bebida e / ou drogas. «I’m not a Hipster», longa metragem que marca a estreia de Destin Daniel Cretton na realização, não é diferente.
Estreado no Sundance Film Festival, e mais recentemente com uma passagem no Woodstock Film Festival, «I’m not a Hipster» segue um músico de San Diego que lida constantemente com a solidão após a morte da sua mãe e o final da relação com a namorada.
Fazendo da bebida a sua vida, Brook Hyde (interpretado por Dominic Bogart) é uma figura desagradável no seu miserabilismo. Nem mesmo o seu melhor amigo Clarke (interpretado por Alvaro Orlando) e as suas três irmãs – apropriadamente chamadas de Joy [Alegria], Spring [Primavera] e Merrily [Alegremente] – interpretadas por Tammy Minoff, Lauren Coleman, Kandis Erickson) conseguem tirá-lo do seu estado. O mesmo acontece com o seu fã mais fiel, alguém sempre disposto a pagar para vê-lo cantar as suas músicas emocionalmente carregadas. Escusado será dizer que a vida de Brook não é tão má assim. Ele é só mais um caso de narcisismo.
Embora «I’m not a Hipster» não seja um filme único, é uma descoberta graças às sólidas performances do seu núcleo de atores desconhecidos e a uma banda sonora original que funciona também como uma personagem.
| Joanna Rudolph |

