De acordo com o The Hollywood Reporter, David Fincher não é o principal responsável pelo atraso na preparação de «A Rapariga que Sonhava com Uma Lata de Gasolina e Um Fósforo», o segundo filme da saga Millennium, que continua a ação iniciada em «Os Homens que odeiam as mulheres».
Segundo a publicação, a Sony quer reduzir os custos em torno da obra, até porque apesar do primeiro filme ter ultrapassado os 220 milhões de dólares em receitas, o seu custo ascendeu a 90 milhões, não contabilizando o marketing (que foi bastante grande). Assim, e com a tentativa de baixar o orçamento, os contratos com os atores também seriam afetados, em especial o de Daniel Craig. Contudo, e depois do sucesso que «Skyfall» se revelou, Craig quer um aumento do seu salário, algo que os produtores não aceitam (a ideia é mesmo diminuir). Se pensarmos bem – e de certeza que a Sony também tem isso em mente, Craig – fora da saga James Bond – não é dos melhores negócios. Basta ver que quer «Casa dos Sonhos», quer «Cowboys e Aliens» – filmes em que o ator era o protagonista mas que obtiveram resultados escassos para o que custaram – revelaram as fragilidades do verdadeiro Star Power do ator.
O problema que agora se coloca é que Craig poderá não surgir nesta sequela, sendo uma das opções avançadas a possibilidade de excluir a sua personagem, o jornalista Mikael Blomkvist. Quem conhece a obra sabe que apesar da atenção se centrar mais em Lisbeth Salander, a ausência de Blomkvist afetaria – de qualquer maneira – o enredo, afastando este segundo filme do livro de Stieg Larsson. A própria Sony reconhece isso, tendo ainda a consciência que teria de reescrever o guião – que já está finalizado.
Entretanto, o agente de Daniel Craig já veio a público dizer que ainda não foram iniciadas negociações, mas referindo que o ator está interessado em repetir o seu papel na obra.

