Grupo pró-armas usa «Django Libertado» para promover causa junto de minorias

(Fotos: Divulgação)

Tarantino já disse publicamente que não se devia culpar a violência no cinema, mas sim a circulação livre de armas (e problemas mentais), pelos recentes tiroteios em escolas americanas que originaram diversos mortos. Contudo, essas afirmações do cineasta não interessam em nada a um grupo de pressão pró-armas denominado Political Media, que, apoiando-se no mais recente filme de Tarantino, «Django Libertado», procura ganhar a simpatia de minorias étnicas, em especial dos afroamericanos, avançando mesmo com a criação de uma associação sem fins lucrativos com o nome «O que faria Django?» (What Would Django Do?).

Segundo o seu líder, Larry Ward, o objetivo dessa organização é mostrar a necessidade de se proteger a constituição americana, mas também os afroamericanos em si. A ideia do nome surgiu após a leitura de um artigo assinado por David Farley no site AbsoluteRights.com, onde este dava exemplos de defensores negros da segunda emenda*, como Malcom X e Frederick Douglass. Até o nome de Martin Luther King Jr. veio a baila, relembrando que este pediu licença de porte de arma e só não a recebeu devido às entidades segregadoras da época. Mais. Farley vai ao ponto de citar as palavras de Ward à CNN, afirmando que a escravatura nunca teria existido na América se os negros tivessem armas. «O racismo na américa desapareceu como um fantasma exorcizado, mas os afroamericanos deveriam relembrar bem a nossa história no que toca ao controlo sobre as armas».

Vale a pena aqui referir que a Political Media organizou recentemente um dia de protesto, denominado «Gun Appreciation Day», que levou milhares de Americanos para as ruas com cartazes contra qualquer proibição ou mudança à lei da posse de armas.

Quanto à iniciativa «O que faria Django?» (What Would Django Do?), ela vai avançar, só podendo (eventualmente) ser travada pelos Weinstein, que detém os direitos sobre o filme «Django Libertado»  nos EUA – e que podem alegar apropriamento ilícito de elementos do filme para promover outro tipo de atividades. 

Sobre essa hipótese, Larry Ward explicou que as coisas vão ser feitas uma de cada vez. «Faremos as coisas de maneira a ter a certeza que não violamos o copyright. Se disserem o contrário, então mudaremos o nome. Porém, Django é perfeito para aquilo que estamos a tentar fazer, que é promover o direito a armas por parte das minorias.», conclui.
 
 
“Sendo necessária à segurança de um Estado livre a existência de uma milícia bem organizada, o direito do povo de possuir e usar armas não poderá ser impedido.” 

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