Depois de mais um massacre numa escola norte americana, em Newtown (Connecticut), voltou à discussão a questão das armas nos EUA, existindo mesmo a intenção de, pelo menos, proibir o acesso a alguns tipos de armas de assalto. Quem não concorda com esta hipótese é a Associação Nacional de Rifles da América (National Rifle Association of America), NRA, uma organização norte-americana que lista, como objetivos, a proteção da segunda emenda da Constituição dos Estados Unidos da América e a promoção dos direitos dos proprietários de armas de fogo. Num evento público, este grupo que também funciona como lobby da indústria do armamento, afirmou que o problema não eram as armas, mas a cultura de violência que a industria do cinema, dos videojogos e até da música aplicam nos seus produtos. Citando exemplos, Wayne LaPierre (vice presidente da NRA) apontou o dedo a fitas como «Assassinos Natos» e «American Psycho», e jogos como «Bulletstorm», «Grand Theft Auto», «Mortal Kombat» e «Splatterhouse»).
«Aqui fica uma verdade suja que os media tentam a todo o custo esconder. Existe neste país uma indústria insensível e corrupta que age nas sombras para vender a violência contra as suas próprias gentes.», referiu LaPierre, tendo como alvo aqueles que segundo ele, “têm a lata” de descrever o que fazem como «entretenimento».

