Numa «mesa redonda» organizada pelo The Hollywood Reporter, e que juntou várias atrizes que trabalham em Hollywood, a francesa Marion Cotillard teceu severas críticas a Karim Dridi, o realizador de «O último Voo», filme onde contracenava com Guillaume Canet.
Descrevendo Dridi como um péssimo realizador, Cotillard manifestou-se arrependida por ter defendido tanto o projeto e o cineasta (que lhe deu a conhecer o projeto), confessando que tudo foi um erro e que caso ganhe o Razzie francês a que foi nomeada, já tem discurso preparado: «sem este realizador, nada disto teria sido possível».
Recordamos que na obra a atriz desempenha o papel de Marie, uma aventureira que procura de forma obstinada um aviador inglês que tentava bater um recorde na ligação de Londres à Cidade do Cabo e que, estima-se, tenha-se despenhado em pleno deserto do Sahara.
«Passei dois meses no meio do deserto a desejar matá-lo e também a querer espancar-me a mim mesmo por o ter defendido (..) eu lutei por ele e ele era mau (…) não fazia a mínima ideia do que estava a fazer nem o que queria fazer.», acrescentou a atriz que disse ainda que não foi capaz de executar qualquer cena de forma emocional devido a esse atrito. «Cheguei à conclusão que se não acredito num realizador, se não gosto dele, vou atuar mal.».

