Começou na passada quinta-feira o Festival de Cinema de Londres (BFI) e uma das vozes presentes num dos eventos do certame foi o patrão da Miramax Weinstein Company, Harvey Weinstein.
No seu discurso, o poderoso produtor elegeu a pirataria como um dos maiores problemas da atualidade e atacou empresas como o Google e a Apple por terem ganhos com constantes violações do copyright, particularmente citando o Youtube, que através da ideia de «internet gratuita» pratica um mau serviço aos cineasta. «Quando tens empresas que valem 500 milhões como o Google ou 600 milhões como a Apple, alguém está a ser bem pago e não são os argumentistas, atores, realizadores e produtores».
Weinstein socorreu-se ainda da expressão roubo para identificar as violações de copyright, afirmando que ninguém entra numa loja e diz que vai levar estas três camisolas porque acredita nas camisolas gratuitas.
França é um exemplo a seguir
Num discurso inflamado, Weinstein citou o caso francês como um exemplo a seguir, usando mesmo uma frase que tem tudo a ver com a sua alcunha de Punisher em Hollywood. Para mim, é como naquele velho filme. «Enforquem-nos primeiro, e falem depois» (“Hang ‘em first, talk about it later.”). Em causa está a legislação francesa que encerra os sites suspeitos de partilha de conteúdo ilegal e só depois inicia o processo criminal. «Sarkozy, pensem o que pensarem dele, aplicou a mais dura lei anti-pirataria no mundo. Se uma empresa de internet rouba a alguém que produz conteúdos, eles fecham o site. É o meu tipo de justiça.», conclui.

