O sucesso de «Os Mercenários» levaram os produtores americanos a tentar procurar criar uma versão feminina do mesmo, estando Adi Shankar a angariar mulheres de armas para uma obra ainda sem título.
Assim, e seguindo esta linha, era quase inevitável não começar essa busca por Gina Carano, uma ex-lutadora e a nova estrela de ação de Hollywood que deu nas vistas em «Haywire» e vai surgir ao lado de Vin Diesel e Paul Walker em «Velocidade Furiosa 6». Será Michelle Rodriguez (Machete) a próxima? Milla Jovovich (Resident Evil)? Kate Beckinsale (Underworld)?
A questão primordial que se tem de fazer a este projeto é se terá viabilidade financeira e cinematográfica como «Os Mercenários». É que se formos ver, todos os atores do franchise «Expendables» estavam na fase descendente da sua carreira (ou a tentarem regressar em força). Quase todos contam já com décadas de trabalho no género. E o próprio nome do filme tinha uma pitada de «boca» a Hollywood, que abandonou os heróis mais velhos e filmes tradicionais e abraçou o ecrã verde e a juventude.
Ao se juntarem antigas estrelas do cinema de ação dos anos 80 e 90, criou-se um efeito nostalgia, coisa que não existe – para já – neste projeto feminino, cujo primeiro nome que surge tem apenas um filme na sua conta (e já é considerada a maior estrela de ação no feminino). Será que vamos buscar heroínas reais de ação das décadas de 80 e 90, como Linda Hamilton (a eterna Sarah Connor de«Exterminador Implacável») ou Sigourney Weaver (a Ripley de «Alien»)? Será que se vai apostar em estrelas dos anos 2000, muitas delas vindas da TV, como Sarah Michelle Gellar (Buffy), Jennifer Garner (Alias), Jessica Alba (Dark Angel) e Summer Glau (Firefly/Serenity/Sarah Connor Chronicles)?
Na verdade, será difícil criar um filme com tamanha sensação de nostalgia como «Os Mercenários», e só esperamos que este filme não se transforme num mero «Girls Gone Wild», na linha de títulos como «Os Anjos de Charlie», «DOA» ou «Sucker Punch – Mundo Surreal», ou seja, desculpas de filmes de ação…

