Há uns meses atrás falou-se que Robert Pattinson estava a ser ponderado para interpretar o papel de Kaneda na adaptação ao cinema live-action de «Akira», a famosa manga de Katsuhiro Otomo. Dias depois da especulação iniciar, o próprio Pattinson– numa entrevista à MTV – negou qualquer contacto com os produtores. Agora, que Garrett Hedlund (de «Tron: O Legado») assumiu o papel principal, chega a notícia (via Twitch) que foi oferecido a Kristen Stewart o papel de Kei, uma jovem médium que se torna o interesse amoroso de Kaneda.
Resta agora saber se a actriz vai mesmo aceitar protagonizar a obra que, com esta opção, pretende cativar uma ampla legião de fãs. Consta ainda que há um outro papel no filmeque foi oferecido a Keira Knightley, estando Ezra Miller e Alden Ehrenreich a serem testados para o papel de Tetsuo.
Com um orçamento a rondar os 90 milhões de dólares, e a realização de Jaume Collet-Serra, responsável pelo recente «Unknown, estima-se que os trabalhos de «Akira» comecem em 2012.
Sobre Akira
Em «Akira» a acção desenrola-se em Neo-Tóquio, uma cidade de Tóquio reconstruída depois de ter sido destruída na III Guerra Mundial. O Japão está à beira de um colapso devido às suas contínuas crises políticas. Em segredo, uma equipa de cientistas realiza uma experiência em busca de pessoas capazes de controlar a arma definitiva: a força denominada “energia absoluta”. Entretanto Kaneda, um jovem que pertence a um bando, testemunha a forma como o seu melhor amigo, Tetsuo, sofre um estranho acidente e acaba internado numas instalações militares onde os cientistas descobrirão que é o possuidor da energia absoluta. Mas Tetsuo não se conforma e rapidamente se transformará na maior ameaça que o mundo alguma vez conheceu.
Um olhar sobre a versão Americana
Na versão da Warner Bros, a história é «americanizada», deixando Neo-Tóquio e desenrolando-se em Nova Manhattan – ou o que resta da localidade após um atentado nuclear. É aí que o líder de um gang de motoqueiros, numa cidade repleta deles – vê o seu melhor amigo internado numa instituição militar sob as orientações de um cientista louco (criado especificamente para a versão americana). Claro está que estas mudanças na história faziam parte do primeiro esboço de argumento da obra, cuja última versão foi reescrita por Steve Kloves.
Jorge Pereira

