Filme de Kathryn Bigelow sobre Osama Bin Laden pode ser arma política para as eleições de 2012

(Fotos: Divulgação)
O filme que Kathryn Bigelow tem idealizado sobre a captura e morte de Osama Bin Laden está a dar que falar e, aparentemente, pode estar a ser utilizado como arma política. A razão é simples. Com a estreia agendada para Outubro de 2012, o filme vai surgir nas salas a meio da campanha para a Casa Branca (as eleições são a 6 de Novembro), sendo de prever que o facto de ter sido durante a administração de Barack Obama que a captura e morte do terrorista ocorreu seja utilizado como arma de campanha.
Assim, e hoje, o congressista republicano Peter King emitiu um comunicado onde pede uma investigação à aparente cooperação entre a administração democrata de Barack Obama e os produtores da obra, sugerindo mesmo que possa ter sido passada informação sensível e confidencial que põe em risco a informação da operação mais mediática da década. Na carta, o congressista afirma mesmo que uma das fontes do sucesso da operação militar foi o facto de não se ter falado antes dela ocorrer antes, e que o mesmo deve suceder após os eventos.
Naturalmente a Casa Branca já negou qualquer favorecimento aos produtores e que tenha sido passada informação secreta ou demasiado sensível sobre a questão.
 
Na mesma linha seguem as declarações dos produtores da obra que dizem que o filme já está a ser preparado há anos e que não focará a «conquista» de Obama, mas abordará o trabalho executado pelas diferentes  administrações (Clinton, Bush, Obama) na captura de Osama Bin Laden.
Recordamos que antes da morte de Osama Bin Laden, este projecto intitulava-se «Kill Bin Laden» e acompanhava os intentos de um grupo de soldados em capturar e matar o líder da Al-Qaeda. Porém, e com a morte do terrorista, Bigelow e Mark Boal necessitaram mudar o argumento, sendo certo que Joel Edgerton (Animal Kingdom) é um dos nomes do elenco.
 
Jorge Pereira 

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