O actor Jude Law alega que o seu telemóvel foi escutado por responsáveis do jornal News of The World quando ele estava nos EUA. Caso isso se confirme, podemos estar a assistir a uma sequela da «versão» britânica do caso mais falado deste Verão, agora com as autoridades americanas a assumirem as investigações.
Segundo o actor de «Sherlock Holmes», tudo ocorreu em 2003, quando parou nos EUA em trânsito para o Canadá, onde iria filmar «I Heart Huckabees». No jornal apareceram relatos da passagem de Law pelo país, de conversas com o seu assistente (Ben Jackson) e de todos os seus movimentos no aeroporto JFK.
Para além de apresentar uma queixa formal contra a News International de Rupert Murdoch, o actor pode revolucionar o caso nos EUA, que já estava a ser investigado pelo FBI, especialmente no que toca a alegadas escutas executadas a familiares das vítimas do 11 de Setembro.
O advogado norte-americano Brian Kabateck, que já representou vitimas de escutas ilegais, entre elas Michael Jackson, afirmou que caso se confirmem estas escutas estaremos perante uma actividade criminal muito grave e que poderá fazer correr muita tinta. «As autoridades tomam estes casos muito a sério, sendo uma ofensa federal».
A chegada do caso das escutas ilegais aos EUA faz lembrar outro caso recente, envolvendo o famoso realizador de cinema John McTiernan (Die Hard). O cineasta está envolvido num imbróglio – e foi mesmo condenado a cadeia – por se ter (alegadamente) envolvido num processo que envolve um detective que organizava escutas ilegais a um produtor que colaborava com McTiernan.
Mas Law não tomou apenas medidas legais contra a News International por causa do caso News of The World. Segundo ele, entre 2005 e 2006, o jornal The Sun acedeu ilegalmente ao seu voicemail, o que gerou quatro artigos publicados nesses dois anos. O jornal já negou qualquer actividade ilegal, mas o certo é que este caso – que já parece interminável – tem certamente muitas mais vítimas por desvendar.
Jorge Pereira

