James McAvoy critica o 3D e adorou o facto de «X-Men: O Início» ter escapado ao formato

(Fotos: Divulgação)
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À medida que os anos vão passando e a tecnologia vai avançando, a indústria do cinema tenta acompanhar estas mudanças sofisticando o seu sistema como é o caso do formato 3D. Mas ao que parece nem todos são fãs desta nova “febre” que atacou Hollywood. 
 
James McAvoy, o jovem Charles Xavier em «X-Men: O Início», revelou à Deadline não ser a favor deste formato, confessando estar grato pelo seu último filme não ter sido gravado em 3D.
 
De acordo com McAvoy, o 3D não passa de uma desculpa para que possa cobrar mais pelos bilhetes de cinema – “A ideia de coisas a sair do ecrã e fazer com que vocês saltem da cadeira é bem idealizada, mas acho que isso é um desperdício de tempo e de dinheiro e eu não pagaria um bilhete para ver um desses filmes. E é impossível  converter um filme de duas horas com qualidade em poucas semanas, como tentaram fazer com o « Clash of the Titans »”.
 
Mas não é só McAvoy que defende esta tese. Lauren Shuler Donner, produtora de «X-Men: O Início», concorda com o actor, afirmando que não se devia gravar tudo em 3D. A razão prende-se com a demasiada exposição de obras neste formato, o que provoca uma saturação – até porque há obras em que realmente o 3D faz diferença e outras onde é totalmente desnecessário. 
 
O certo é que os filmes em 3D estão a sofrer bem na pele no box-office, levando mesmo as empresas especializadas no formato a verem o seu valor na bolsa a afundar-se.
 
Margarida Proença 

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