Quebras das receitas de obras em 3D assusta Wall Street

(Fotos: Divulgação)
O filme «O Panda do Kung Fu 2» (Kung Fu Panda 2) estreou recentemente nos EUA, conseguindo uns moderados 68 milhões de dólares na abertura. Tendo em conta que a obra custou 150 milhões de dólares, o resultado não é famoso, ainda que não desastroso ou algo que se pareça, até porque falta estrear em diversos territórios e certamente dará bastante lucro.
O problema é que as pessoas optaram mais pela versão 2D em vez da 3D, uma tendência que começou a denotar-se em «Piratas das Caraíbas Por Estranhas Marés». Apenas 45% das receitas do box-office vieram do 3D, invertendo assim os resultados, por exemplo, no ano passado com «Toy Story 3».
Tendo em conta que a Dreamworks Animation está a preparar todos os seus filmes em 3D, o caso ganha particular atenção, pois essa quebra  – que pode indiciar que o formato 3D perde adeptos – levou a uma descida importante do valor das acções da empresa, que atingem mínimos históricos relativamente aos últimos dois anos.
Quem também está a perder força são as empresas ligadas ao formato, como a RealD que perdeu 12% em poucos dias.
Por isso revelam-se de particular importância as próximas estreias em 3D, sendo «Transformers Dark of The Moon» um dos visados. Se por acaso se confirmar a preferência das pessoas pelo 2D, poderemos estar numa fase de afastamento da tecnologia das salas, ainda que se prometa melhor qualidade quando filmado a 48 fps (como «The Hobbit» e «Avatar 2» serão).
Será este o princípio do fim da era 3D?
 
Jorge Pereira 

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