Foi hoje confirmado que os bilhetes para espectáculos estão entre os produtos que vão sair da taxa de IVA mais baixa, passando agora a ser tributado a 23%.
Curiosamente, outras formas de arte como a literatura não serão afectadas, permanecendo nos 6%, até porque isso poderia levar muitas editoras à falência.
Tendo em conta a descida generalizada das idas ao cinema nos últimos anos, este aumento do custo dos bilhetes levará certamente a uma acentuada quebra nas assistências e um rude golpe para as distribuidoras nacionais.
Com o país reduzido a salas em grandes superfícies e os circuitos independentes quase extintos, justo será dizer que o cinema nacional e o cinema não-Hollywood irão sofrer mais uma pesadíssima quebra já que o negócio terá de depender, cada vez mais, de ‘blockbusters’ e do cinema mais popular, especialmente em 3D.
Jorge Pereira & José Pedro Lopes

