Johnny Depp: “Falar em ‘comeback’ é uma isca para chamar a atenção”

(Fotos: Divulgação)

Não faltaram armadilhas para que Johnny Depp caísse na provocação por parte da imprensa estrangeira interessada em aproveitar a sua passagem pelo Festival de Cannes, com “Jeanne du Barry“, para reacender a fogueira do escândalo judicial com sua ex-mulher, Amber Heard. Uma série de perguntas acerca do imbróglio nos tribunais conduziram as perguntas da conferência de imprensa da longa-metragem de Maïwenn. A palavra “comeback” – empregue muitas vezes nos textos sobre esta produção de 20 milhões dólares, para se referir ao facto de ser o seu primeiro grande trabalho após o escândalo – foi refutada pelo ator.

“Falar em ‘comeback’ é uma isca para chamar a atenção. Não posso ‘estar de volta’ porque nunca saí. Sempre estive aqui. Se as pessoas pararam de me convidar, por algum tipo de medo, é outra historia. Não me sinto vetado por Hollywood, pois não penso em Hollywood“, disse Depp em Cannes.

Maïwenn estava ao lado do ator e explicou que o escolheu para o papel de Luís XV (1710-1774) – mesmo não sendo um francês – por crer na força do desejo que Depp investiria no papel. Ela é quem vive a personagem título, a cortesã Marie-Jeanne Bécu, mais conhecida como Madame du Barry. O seu desempenho não foi bem recebido pela crítica, já o de Johnny, sim, e muito. Porém, as perguntas acerca da controvérsia em torno do seu nome mudaram o foco da sua passagem pela Croisette. Ao ser questionado sobre como reage aos seus detratores, alfinetou: “Quem são essas pessoas, se não um bando de gente protegida por uma tela azul?”, disse o ator, que concorreu à Palma, em 1997, com a sua única longa-metragem como realizador, “The Brave“.

Nesta quarta-feira, Cannes exibe “Extraña Forma de Vida“, curta queer do diretor espanhol Pedro Almodóvar, construída a partir das cartilhas do western, para narrar uma relação de afeto entre um rancheiro (Pedro Pascal) e um xerife (Ethan Hawke). No fim do dia, a competição pela Palma de Ouro será aberta com a projeção de “Monster“, do japonês Hirokazu Kore-Eda.

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