“É uma comédia musical que parte de uma tragédia”, diz Jacques Audiard ao definir “Emilia Pérez”

(Fotos: Divulgação)

Nove anos depois de ganhar a Palma de Ouro com “Dheepan”, o francês Jacques Audiard volta a disparar como favorito aos prémios, agora na 77ª edição do Festival de Cannes, à força de uma acolhida calorosa ao seu “Emilia Perez”.

Pensei no projeto como se fosse uma ópera”, disse o cineasta à Croisette numa conversa com a imprensa que começou atrasada e terminou num piscar de olhos. “As primeiras ideias vieram no confinamento da pandemia”, explicou.

Emilia Pérez é o nome que um poderoso líder de cartel do México, Manita, assume depois da mudança de género, com a ajuda da advogada Rita (Zoe Saldaña). Quem encarna a protagonista é a espanhola Karla Sofía Gascón, atriz trans .

Se escreverem ‘trans’ na internet, a primeira coisa que surge é pornografia. Este filme é uma forma de mostrar a pessoas trans que somos iguais a qualquer outra pessoa e não podemos desistir”, disse Karla. Já Audiard vê o filme como uma releitura da cultura mexicana. “Não é um documentário, é uma comédia musical que parte de uma tragédia”, diz o cineasta.

O Festival de Cannes segue até o dia 25.

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