Morreu Cândido Ferreira, ator português de teatro, cinema e TV. A informação foi confirmada à TSF pelo seu filho, o realizador Ivo Ferreira, com quem Cândido trabalhou em “Águas Mil” (2009), “Cartas de Guerra” (2016) e “Hotel Império” (2018).
Antes de fundar o grupo de Teatro O Bando, onde trabalhou 12 anos, Cândido Ferreira iniciou a sua actividade como ator no Teatro Operário de Paris, com Hélder Costa, em 1971. Depois da sua saída de O Bando, passou a colaborar com várias companhias, passando pelo Teatro Experimental do Porto (TEP), Teatro da Cornucópia, Companhia de Teatro de Sintra, Escola da Noite.
No cinema, foi visto em filmes como “Passagem ou a Meio Caminho” (1980), o primeiro projeto de cinema de Jorge Silva Melo; “Canibais” (1989), de Manoel de Oliveira; ou “A Herdade”, (2019) de Tiago Guedes. Também colaborou com Joaquim Leitão, primeiro como preso (Uma Vida Normal, 1994), depois como jornalista (Adão e Eva, 1995) e posteriormente polícia (Tentação, 1998). Surgiria ainda em “Inferno” e “20,13” do mesmo realizador.
No seu currículo na 7ª arte, contam-se ainda presenças em filmes de realizadores nacionais como Joaquim Sapinho (Corte de Cabelo); Miguel Gomes (Tabu); António-Pedro Vasconcelos (A Bela e o Paparazzo); Raquel Freire (Rasganço; “Veneno Cura“), João Botelho (Os Maias: Cenas da Vida Romântica); Margarida Gil (Perdida Mente) e Luís Galvão Teles (Elas).
Na TV, era também uma presença constante em telefilmes (Jaz Morto e Arrefece,1989), séries (Até amanhã, camaradas, 2005; Triângulo Jota, 2006) e telenovelas (Floribella; Belmonte).
Ainda de acordo com a TSF, Cândido Ferreira padecia de cancro.

