Numa nova parceria com Richard Gere 45 anos depois de “”American Gigolo”, o realizador Paul Schrader celebrou a força da Nova Hollywood na sua conferência de imprensa durante o Festival de Cannes, onde apresentou “Oh, Canada” e deu uma aula de História.
“Estávamos a mudar o mundo no fim dos anos 1960, quando os estúdios entraram em crise. Ninguém sabia ganhar dinheiro. Ali, as grandes empresas ouviram-nos. Chegavas a um estúdio e dizias: ‘Sei fazer algo que vai dar sucesso’ e era ouvido. Os realizadores da geração anterior vinham da TV e nós vínhamos de escolas de cinema. Fomos a primeira geração a ter essa experiência e nós fizemos a diferença“, disse Schrader, que obteve elogios pelo guião de “Oh, Canadá“, baseado em romance de Russell Banks. “Trabalhamos de uma forma comprimida pelo tempo“.
Realizador de filmes de culto como “First Reformed” (2017) e “The Card Counter” (2021), Schrader concorre em Cannes com uma trama sobre a memória. O protagonista, Leo Fife, é um documentarista na fase terminal de uma doença. Vivido por Gere, ele narra a sua trajetória a uma equipa de cinema, misturando factos e feitos, além de usar a imaginação. Jacob Elordi vive Fife na juventude, quando ele evita servir na Guerra do Vietname.
“É um enredo sobre uma época em que cada jovem da América tinha uma escolha a fazer”, diz Schrader.
O Festival de Cannes segue até ao dia 25.

