O realizador francês Bruno Dumont, responsável por obras como Camille Claudel 1915 (2013), France (2021) e L’Empire (2024), concluiu a produção de The End, um thriller de ficção científica criado inteiramente por inteligência artificial.
A informação foi avançada pelo Screen International, que adianta que Dumont revelou ter começado a trabalhar no projeto em agosto, gerando pessoalmente as imagens, interpretações e sons a partir da sua casa, em Paris.
The End acompanha um ambicioso agente da polícia de Los Angeles que investiga um crime enquanto a cidade é atingida por terramotos e pela queda de asteroides. A história decorre entre Los Angeles e o deserto de Joshua Tree, com a investigação a adquirir contornos místicos.
O argumento foi escrito há mais de 25 anos, depois de L’Humanité (1999), mas o custo das sequências de catástrofe levou Dumont a abandonar o projeto. Ao invés, ele acabaria por realizar Twentynine Palms (2003), também passado na Califórnia.
“Sou como um realizador a trabalhar com uma equipa, só que a minha equipa é uma máquina“, disse Dumont à publicação, acrescentando que entre as referências visuais utilizadas estão rostos retirados de pinturas flamengas, transformados em personagens contemporâneas.
Vencedor do Grande Prémio do Festival de Cannes com L’Humanité (1999) e Flandres (2006), Dumont teve como último filme Les Roches rouges (2026), uma coprodução que contou com a portuguesa da Rosa Filmes. Estreado na Quinzena dos Cineastas do Festival de Cannes, o filme acompanha um grupo de crianças, no sul de França, por entre brincadeiras, amores e pequenas transgressões de verão.
Bruno Dumont recorre à inteligência artificial para concretizar projeto com 25 anos
Bruno Dumont em Cannes ©GuillaumeLutz
Link curto do artigo: https://c7nema.net/ry4p

