“Holly Rosita“, do belga Wannes Destoop, venceu o Prémio de Melhor Filme na 42ª edição do Festival de Cinema de Turim. O filme, sobre uma mulher que quer desesperadamente ser mãe e engravida, mas que é vista pelas as pessoas à sua volta como incapaz para assumir essa responsabilidade, convenceu o júri do certame, presidido por Margaret Mazzantini e composto por Milcho Manchevski, Anne Parillaud, Giovanni Spagnoletti e Krzysztof Zanussi.
Já o Prémio Especial do Júri, além do Prémio Fipresci, foi para “Vena“, de Chiara Fleischhacker, uma história – também ela de maternidade – sobre uma mulher, Jenny, que inesperadamente se torna mãe em meio ao vício e a um relacionamento difícil.
“L’aiguille“, de Abdelhamid Bouchnack, sobre jovem casal tunisino que tem três dias para decidir o género do seu recém-nascido intersexo, conquistou Prémio de Melhor Argumento, enquanto “Dissident“, de Stanislav Gurenko e Andrii Al’ferov, recebeu uma menção honrosa.
Nas interpretações, Flora Ofelia Hofmann Lindahl, Christine Albeck Børge, Karen-Lise Mynster conquistaram a distinção pela presença no filme “Madame Ida“- que nos leva aos anos 1950 e mostra uma órfã de 15 anos que engravida. Ela é enviada para viver com Ida, que vai adotar a criança, e é sob os cuidados desta e da sua criada Alma que conhece o amor maternal. Também na atuação, o não-binário River Gallo levou para casa o prémio pela sua presença em “Ponyboi“.
Nos documentários, The Return of the Projectionist“, que nos leva ao Azerbaijão e que mostra como um reparador de televisores procura usar um antigo projetor de cinema para reunir a sua aldeia em frente ao grande ecrã, saiu vencedor. “Walk In” de Haneol Park foi o Melhor Curta-Metragem do festival.
A 42ª edição do Festival de Cinema de Turim decorreu de 22 a 30 de novembro.

