Nascido como Claude Espinasse, a 15 de junho de 1936, o francês Claude Brasseur morreu hoje, 22 de dezembro, aos 84 anos.
“Não gosto de falar sobre mim. Não é um assunto emocionante. O trabalho de uma vida é definir a margem entre o que queres e o que podes“, disse o ator que nasceu numa família que por quatro gerações foi marcada por ligações ao teatro e cinema.
Filho de Pierre Brasseur e Odette Joyeux , Claude Brasseur cresceu rodeado de figuras marcantes, como um amigo do pai e seu padrinho chamado Ernest Hemingway. Teve aulas de atuação com Raymond Girardet e estudou no Conservatório, antes de surgir nos palcos em peças de Marcel Pagnol e e Elvire Popesco. Estreou-se no cinema em 1956 em filmes de Georges Lampin (“Rencontre à Paris“) e Marcel Carné (“O país de onde venho“). Fez uma pausa por três anos e regressou em força à 7ª arte com aparições em “O 3º. filho” (1959) de Denys de La Patellière e “Olhos Sem Rosto” (1960) de Georges Franju, no qual também participava o seu pai.
Apesar de ganhar notoriedade perante o público gaulês apenas em 1965 num telefilme, “Le mystère de la chambre jaune“, antes disso ainda colaborou com Jean Renoir (“O Cabo de Guerra“,1962), Édouard Molinaro (“Os Inimigos“, 1962), Marcel Ophüls (“Casca de Banana“, 1963) e Jean-Luc Godard (“Bando à Parte“, 1963).
Cruzou-se novamente com La Patellière no noir “Rififi em Paris” (1966) e um ano depois colabora com Costa-Gravas em “1 homme de trop“. Já nos anos 70, abraçou o sucesso na tv gaulesa na série “Les nouvelles aventures de Vidocq” (1971) e um ano depois surge em “Uma Bela Rapariga” em François Truffaut. Seguem-se, entre outros, “É Preciso Viver Perigosamente” (1975) de Claude Makovski e Nelly Kaplan, e “Escândalo de Primeira Página” (1976) de André Téchiné.
Com uma carreira no cinema até 2018, quando participou em “Assim Não Vais Longe” (2018), Brasseur conta com mais de uma centena de filmes e séries nos seus créditos, quatro nomeações aos Césares e um triunfo: como ator secundário em “O Grande Aldrabão” (1976).
Nas décadas de 1990 e 2000, tornou-se mais discreto nas telas, mas encontrou enorme sucesso na franquia “Campistas“, que estreou em 2006 e originou duas sequelas em 2010 e 2016.

