De 10 a 21 de fevereiro de 2021, a Cinemateca Francesa vai prestar homenagem a Paulo Branco, que se tornou assim o primeiro produtor independente a ser homenageado duas vezes por aquela que é uma das mais importantes e prestigiadas cinematecas do mundo.
“Devemos a este produtor inspirado e audacioso, que iniciou a sua actividade no cinema em Paris, como programador e exibidor, a emergência de uma parte maior da modernidade cinematográfica na Europa a seguir ao final da década de 1970. De facto, Paulo Branco permitiu a eclosão da maior parte dos realizadores mais essenciais do cinema neste período, desde os portugueses Manoel de Oliveira, Pedro Costa ou João César Monteiro, passando pelo chileno Raúl Ruiz ou o lituano Sharunas Bartas. Produziu também alguns dos filmes mais importantes de Chantal Akerman e Werner Schroeter. Muitos dos realizadores mais representativos de toda uma geração de cineastas franceses devem-lhe o início das suas carreiras: Olivier Assayas, Christophe Honoré, Laurence Ferreira Barbosa, Valeria Bruni-Tedeschi, Mathieu Amalric, entre outros. Paulo Branco ou a produção de filmes como aventura e como arte.”, lê-se no catálogo da Cinemateca.
Para além dos cineastas citados, a página da Leopardo Filmes – propriedade de Paulo Branco relembra outros realizadores nacionais com quem Branco trabalhou: António Ferreira, António Pinhão Botelho, António-Pedro Vasconcelos, Bruno de Almeida, Carlos Saboga, Catarina Ruivo, Cláudia Tomaz, Edgar Pêra, Fernando Lopes, Frederico Serra, Hugo Vieira da Silva, Inês Oliveira, Ivo Ferreira, Jaime Silva, João Botelho, João Canijo, João Guerra, João Mário Grilo, João Nuno Pinto, Joaquim Pinto, Jorge Cramez, Jorge Silva Melo, José Álvaro Morais, José Fonseca e Costa, José Nascimento, Luís Filipe Rocha, Marco Martins, Margarida Gil, Mário Barroso, Raquel Freire, Rita Azevedo Gomes, Rita Nunes, Rosa Coutinho Cabral, Ruy Duarte de Carvalho, Teresa Villaverde, Tiago Guedes e Vicente Jorge Silva.
No sábado, dia 13 de fevereiro, Paulo Branco estará presente para uma conversa após a exibição de “Na Cidade Branca” de Alain Tanner.

