Mais 200 mulheres acusam James Toback de assédio sexual

(Fotos: Divulgação)

Depois de no fim de semana passado ter sido acusado num artigo do Los Angeles Times de assediar sexualmente pelo menos 38 mulheres desde o início da década de 1980, James Toback viu esse número subir consideravelmente, já que 200 novas mulheres contactaram o jornal recentemente com novas histórias de assédio e abuso.

Segundo a publicação, as alegações, que não foram ainda analisadas exaustivamente, circulam todas em torno de histórias muito semelhantes às inicialmente relatadas e que envolviam a oferta de papéis nos seus filmes. Uma das novas acusadoras é Julianne Moore, que disse no Twitter que Toback se aproximou dela em Nova York na década de 1980 usando “a mesma línguagem” que aparecia nos relatos do LA Times. Segundo a atriz, o argumentista e realizador voltaria a assedia-la um mês depois do primeiro caso. 


Julianne Moore

Toback não comentou ao LA Times sobre estas novas acusações, mas negou os números da peça original, afirmando que nunca tinha assediado ou abusado de ninguém, ou então que se esteve cinco minutos com essas mulheres, não se lembra. Atualmente com 72 anos, Toback também disse que seria “biologicamente impossível” – nos últimos 22 anos – ter tido esses comportamentos, isto devido à medicação que toma, e a problemas cardíacos e diabetes.

Quem comentou o caso foi o realizador James Gunn (Guardiões da Galáxia), dizendo que sabia de pelo menos 15 mulheres que lhe haviam dito que Toback as tinha assediado. “Ele fez isso com três mulheres com quem tive relacionamentos, duas melhores amigas e uma familiar“, acrescentou Gunn.

Toback, que assinou filmes como Melodia para Um Assassino (1978), O Ás do Engate (1987) e o documentário Tyson (2008), é o mais recente nome a surgir na avalanche de queixas de assédio que o caso Harvey Weinstein despoletou.

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