«My Wife is a Gangster» vai ter remake

(Fotos: Divulgação)

Os remakes não são um vício Americano, são uma questão global. Um bom exemplo disso é o facto do sucesso coreano «My Wife is a Gangster» – que já teve duas sequelas locais – ir ter um remake chinês.
 
As filmagens já estão marcadas para Fevereiro de 2012 e irão marcar  os 20 anos de relações diplomáticas entre a Coreia do Sul e a China.
 
Com um orçamento de 6.2 milhões de dólares, o filme será integralmente financiado por dinheiro chinês, mas contará no elenco com actores dos dois países.
 
Estima-se que a obra chegue aos cinemas, de ambos os países, em Agosto de 2012. 

Sobre «My Wife is a Gangster»

 

No final de 2001 surgiu aquele foi até hoje um dos mais rentáveis filmes do mercado sul-coreano – e que mais tarde viria a ter 2 sequelas. «My Wife is a Gangster» modificou um pouco a visão do cinema coreano no mundo, tendo mesmo sido o primeiro filme (da nova vaga) a ser adquirido pela poderosa Miramax para o devido remake americano.
 
Mais que um típico filme de acção com muitas artes marciais, «My Wife Is a Gangster» era uma comédia de situação que nos conseguia fornecer umas belas gargalhadas.
 
Nela seguiamos Cha Eun-jin (Shin Eun-Gyeong), a verdadeira líder de um poderoso gang. Conhecida e tratada por todos como ‘Chefe’ ou ‘Mantis’, esta mulher é um caso à parte na sociedade. É a única líder feminina e uma lenda de quase imortalidade no meio do submundo Coreano. Porém, e por trás desta faceta tremendamente poderosa, existe uma jovem muito sentimental. Eun tem uma irmã mais velha, que já não via desde criança –  quando foi colocada num orfanato. Após descobrir o paradeiro da sua mana, Eun descobre também que esta está gravemente doente. Com vista a tentar aproveitar o tempo que ainda resta com a irmã, Eun aceita o pedido que ela lhe faz: tem de casar. As coisas seriam mais fáceis se Eun redescobri-se o que é ser uma ‘mulher tradicional’. Encontros após encontros ela vê a sua vida comprometida e cada vez menos esperanças em cumprir a promessa. Entretanto, e no meio dos diversos gags que o filme vai tendo, Eun conhece um homem com quem decide casar. O problema é que este casa e não faz a mais pequena ideia do que a sua mulher faz na vida. Mas há mais problemas a caminho.
 
O casamento e a tentativa de ocultar da irmã e marido a sua real faceta de baronesa do crime, deixam Eun um pouco fora do seu grupo e esta começa a ser mais ameaçado pelos gangs rivais. Paralelamente, a sua irmã – cada vez mais doente – pede ainda mais um favor a Eun. Ela tem de ter um filho. Agora imaginem uma espécie de ‘Miss Detective’ com a força do ‘Padrinho’ e o engenho marcial do ‘Jet Li’ a ter relações sexuais? Ok. Não dá para imaginar, pois não? O que se sucede é então mais uma sucessão de gags a roçar o patético, mas estranhamente divertido. 
 
Jorge Pereira 

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