I See Buildings Fall Like Lightning, da realizadora britânica Clio Barnard, conquistou o prémio de Melhor Filme do Festival de Cinema de Roma, cuja última edição terminou a 24 de outubro.
Ambientado em Birmingham, o filme acompanha cinco amigos de Birmingham confrontados com o destino da sua amizade quando a vida empurra cada um deles para direções diferentes.
“Adoro o livro do Enda Walsh. As cinco personagens comoveram-me, e não queria chegar ao fim porque não queria deixar a sua companhia”, disse Clio Barnard em Cannes, na apresentação do filme. “Percebi que seria um desafio adaptá-lo, porque são cinco monólogos interiores. O Enda escreveu o argumento muito rapidamente e fez um trabalho brilhante ao ajudar-nos a entrar na cabeça destas cinco pessoas sem usar voz-off, contando a história deste grupo de amigos.” Anthony Boyle, um dos protagonistas, partilhou o prémio de Melhor Ator com Paolo Pierobon, distinguido pelo drama policial italiano Brianza.
Já o Grande Prémio do Júri foi atribuído a The Life and Deaths of Wilson Shedd, de Tim Blake Nelson. Protagonizado por Amanda Seyfried, o drama acompanha uma professora de inglês que, presa num casamento abusivo, começa a trabalhar numa prisão de segurança máxima em Oklahoma, onde estabelece uma relação intensa com um recluso.
Rafiki Fariala recebeu o prémio de Melhor Realização por Congo Boy, que partilhou ainda o Prémio do Público com Mustang, documentário de Kasia Smutniak filmado no Nepal. Já o prémio de Melhor Argumento distinguiu Abia Castillo, Diego Rabasa e Diego Luna por Ashes, realizado por Luna.
Victoria Luengo venceu o prémio de Melhor Atriz pela sua interpretação no thriller espanhol Saints. O Prémio Especial do Júri foi entregue à família Al Mawla, a protagonista de Yesterday the Eye Didn’t Sleep, sobre uma família palestiniana obrigada a fugir devido a um conflito entre clãs no vale libanês de Bekaa.
Na competição de primeiras obras, Clementine Orange, da sueca Lisa Forslund, venceu o prémio de Melhor Primeira Longa-Metragem. O filme acompanha uma jovem que se apaixona por um prisioneiro através da correspondência que trocam. The River Train, de Lorenzo Ferro e Lucas A. Vignale, recebeu uma menção especial.
Finalmente, o prémio de Melhor Documentário foi atribuído a Into the Jaws of the Ogre, de Mahsa Karampour, enquanto A Russian Winter, de Patric Chiha, recebeu uma menção especial.
Entre as restantes distinções, Nicola Piovani recebeu o Prémio Banca Ifis de Música e Emmanuel Marre foi distinguido com o Prémio Gillo Pontecorvo por Notre Salut. O festival homenageou ainda Javier Bardem, Julianne Moore, Anthony Ippolito e a produtora britânica Tessa Ross com prémios de carreira.
Aqui fica a lista completa de vencedores:
Competição Progressive Cinema
- Melhor Filme — I See Buildings Fall Like Lightning, de Clio Barnard
- Grande Prémio do Júri — The Life and Deaths of Wilson Shedd, de Tim Blake Nelson
- Melhor Realização — Rafiki Fariala, por Congo Boy
- Melhor Argumento — Abia Castillo, Diego Rabasa e Diego Luna, por Ceniza en la boca (Ashes)
- Melhor Atriz — Victoria Luengo, por Saints
- Melhor Ator (ex aequo) — Anthony Boyle, por I See Buildings Fall Like Lightning
- Melhor Ator (ex aequo) — Paolo Pierobon, por Brianza
- Prémio Especial do Júri — família Al Mawla, por Yesterday the Eye Didn’t Sleep
Melhor Primeira Longa-Metragem
- Melhor Primeira Longa-Metragem — Clementine Orange, de Lisa Forslund
- Menção Especial — The River Train, de Lorenzo Ferro e Lucas A. Vignale
Melhor Documentário
- Melhor Documentário — Into the Jaws of the Ogre, de Mahsa Karampour
- Menção Especial — A Russian Winter, de Patric Chiha
Prémio do Público
- Prémio do Público (ex aequo) — Congo Boy, de Rafiki Fariala
- Prémio do Público (ex aequo) — Mustang, de Kasia Smutniak
Prémios especiais e homenagens
- Prémio Banca Ifis de Música — Nicola Piovani
- Prémio Gillo Pontecorvo — Emmanuel Marre, por Notre Salut
- Prémio de Carreira da Indústria — Tessa Ross
- Prémio de Carreira — Javier Bardem
- Prémio de Carreira — Julianne Moore
- Prémio de Carreira Progressiva — Anthony Ippolito

