Criado em 2015, o trófeu L’Oeil d’Or de Melhor Documentário de Cannes foi entregue na manhã deste sábado a duas longas-metragens do continente africanio, numa decisão ex aequo, num empate entre o filme concorrente à Palma de Ouro da Tunísia, “Les Filles D’Olfa“, e o concorrente marroquino da Un Certain Regard, “Le Mère de Touts Les Monsonges“. Ambos são realizados por mulheres que contestam a opressão numa África de ascendência islâmica. Asmae El Moudir, do Marrocos, foi laureada por “Le Mère de Touts Les Monsonges“, no qual recria uma passeata de 1981 e os segredos políticos que a cercam. Já o filme de Kaouther Ben Hania usa um par de atrizes profissionais para interpretarem as duas filhas mais velhas da protagonista, Olfa, que desapareceram após o envolvimento com o auto proclamado Estado Islâmico.
A Palma de Ouro será entregue esta noite na Croisette.

