O cineasta português João Canijo foi esta tarde distinguido com prémio de carreira na 37ª edição do Festival Cineuropa, certame que decorre até 25 de novembro em Santiago de Compostela, Espanha.
Bem conhecido do público deste festival, que lhe dedicou uma ampla retrospetiva em 2011, Canijo viu ainda ser exibidos no eventos os seus mais recentes filmes, “Mal Viver” e “Viver Mal“, além de trabalhos mais antigos como “Sangue do Meu Sangue“, “Trabalho de Actriz Trabalho de Actor” e “Fátima“.
“Longe de permanecer inativo, o realizador explorou o território do documentário e os caminhos da fé religiosa cega em torno de Fátima. E por fim, na passada Berlinale, reapareceu como o autor maior do panorama internacional que já fluía nas veias de Sangue do Meu Sangue. E fê-lo nada menos que com um díptico, dois filmes que na realidade são um. Neles, Canijo dá uma surpreendente reviravolta ao seu cinema, concentrado num quadro fechado, aquele hotel que é quase uma Bernarda Alba. Mal Viver recebeu o Prémio do Júri em fevereiro, em Berlim. É um exercício de estilo magistral na forma como brinca com os espaços, com as lutas daquelas mulheres, que tanto poderiam pertencer a Lorca como a Fassbinder“, afirmou José Luis Losa, diretor do festival.
Além dos filmes de João Canijo, o cinema português está presente no programa com “Astrakan 79“, de Catarina Mourão, e “Baan“, de Leonor Teles.

