Numa conferência de imprensa hoje, o Festival Internacional de Cinema de Rotterdam (IFFR) deu hoje mais detalhes sobre a segunda fase da sua 50ª edição, que acontecerá de 2 a 6 de junho, num misto de sessões presenciais e online.
Como já tinha sido anunciado anteriormente, uma das maiores novidades do evento é a nova secção, Harbor, que ecoa a identidade da cidade portuária de Roterdão, tornando-se o coração do festival “que oferece um refúgio seguro para toda a gama e profundidade do cinema contemporâneo exibido“. É lá que encontramos “The World to Come“, filme da atriz e realizadora Mona Fastvold, que vai abrir esta nova fase, e “Poupelle of Chimney Town“, animação de Hirota Yusuke que vai fechar o evento.
Outros filmes presentes nesta secção incluem “Fabian“, de Dominik Graf, que depois de Berlim chega a Roterdão. Aproveitando essa exibição, o veterano cineasta estará presente para uma “Big Talk” com o público. O mesmo sucederá com Mona Fastvold.
O brasileiro “Lutar, Lutar, Lutar“, de Sérgio Borges e Helvécio Marins Jr., vai também ser exibido na Harbour, o mesmo sucedendo com “Fucking with Nobody” (que passou pelo SXSW) ou a “ovelha negra” do CPH:DOX, “A Man and a Camera“.
No que toca a outras secções, destaque imediato para a Cinema Regained, onde a longa-metragem perdida de George A. Romero, “The Amusement Park”, será exibida. Um documentário sobre Amos Gitai (Amos Gitaï, la violence et l’histoire) e “Hopper/Welles“, de Orson Welles, são outros destaques.
Na tradicional Bright Future estarão 14 filmes, incluindo o documentário com mais de três horas “Woodlands“, sobre o folk horror, o vencedor do Visions du Réel,”Faya Dayi“, e o filme brasileiro “A Felicidade das Coisas“, de Thais Fujinaga.

