“Faya Dayi” conquista Visions Du Réel

(Fotos: Divulgação)

Faya Dayi“, de Jessica Beshir, além de arrecadar o Prémio FIPRESCI venceu hoje o Grande Prémio do Júri no Visions Du Réel.

Visualmente estonteante, o filme carregado de um preto e branco psicotrópico com vários elementos oníricos leva-nos à cultura do Khat, uma planta que quando mastigada age como um estimulante, com poderes para ajudar na oração e permitir a transcendência, além de servir como escape psicológico a vidas sofridas, especialmente em tempos incertos.

O júri internacional atribuiu ainda o Prémio Especial do Júri ex aequo a “1970“, de Tomasz Wolski, e a “Les Enfants terribles“, de Ahmet Necdet Cupur. O primeiro mistura animação stop-motion e imagens & audios de arquivo para mostrar como o poder polaco atuou quando em 1970 espalharam-se greves e protestos nas cidades. Já “Les Enfants terribles” aborda de forma íntima um trágico conflito familiar.

Na competição nacional (a suíça), o triunfo coube a “Nostromo“, de Fisnik Maxville, filme que narra o encontro entre homens de diferentes destinos, nos confins do mundo, numa referência ao diálogo histórico entre colonos europeus e as populações indígenas. “Chronicles of That Time“, de Maria Iorio and Raphaël Cuomo venceu o prémio especial do júri nesta secção.

De resto, na secção Burning Lights venceu “Looking for Horses“, de Stefan Pavlović, enquanto o prémio especial foi para “Splinters“, de Natalia Garayalde. O júri atribuiu ainda uma menção especial a The Great Void, de Sebastian Mez.

Na competição de curtas e médias metragens, “Strict Regime“, de Nikita Yefimov, venceu nas médias, enquanto “My Quarantine Bear“, de Weijia Ma, recebeu uma  menção especial. Nas curtas, triunfou “The Communion of My Cousin Andrea“, de Brandán Cerviño, cabendo ainda uma distinção a “If You See Her, Say Hello“, de Hee Young Pyun e Jiajun Oscar Zhang; e uma menção especial para “The City of the Sun“, de Maria Semenova. Na mesma secção, o júri jovem distinguiu “Trees in Summer“, de Suyu Lee.

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