O festival de Berlim decorre de 20 de fevereiro a 1 de março
Apesar de ter se despedido da gestão de Dieter Kosslick, a direção artística da Berlinale, agora assumida por Mariette Rissenbeek e Carlo Chatrian, parece ter herdado dele a predileção por filmes de abertura mais intimistas, sem o espírito de espetáculo esperado de produções mais talhadas para inaugurar grandes maratona cinéfilas: My Salinger Year, drama escolhido para dar o pontapé de saída da programação do evento alemão, não parece carregar centelhas mediáticas.
O anúncio foi feito nesta sexta-feira, sem acréscimo de nenhuma longa-metragem na disputa pelo Urso de Ouro, apoiado no carisma de sua estrela: Sigourney Weaver. Aos 70 anos, a atriz celebrizada no papel da tenente Ellen Ripley em Alien vai estar na linha de frente da seleção do Festival de Berlim.
Na trama, baseada no romance de Joanna Smith Rakoff, a aspirante a poeta Joanna (Margaret Qualley) trabalha para uma exigente agente literária de pavio curto, Margaret (Sigourney Weaver). Na cena cultural do Canadá dos anos 1990, a tarefa de Margaret é cuidar do legado do recluso escritor J.D. Salinger, autor de The Catcher in the Rye (O Apanhador no Campo de Centeiobr / À Espera no Centeio ou Uma Agulha num Palheiropt).
Até ao fim do mês, a Berlinale vai anunciar quem disputará o Urso de Ouro deste ano. Fala-se muito de Philippe Garrel e o seu Le Sel des Larmes; de Sally Potter e The roads not taken; de João Botelho, com o luso-brasileiro O ano da morte de Ricardo Reis; de Naomi Kawase e Three mothers; de Martin Provost com La bonne épouse; e de Marco Dutra e Caetano Gotardo, com Todos os mortos.

