Philippe Garrel, François Ozon e Franka Potente podem disputar o Urso de Ouro

(Fotos: Divulgação)

O Festival de Berlim decorre de  20 de fevereiro a 1 de março

Cresce a expectativa em torno da projeção de Le sel des larmes, novo trabalho de Philippe Garrel, centrado nas paixões de uma imigrante de origem africana no Velho Mundo, na luta pelo Urso de Ouro de 2020, na 70ª edição da Berlinale, que promete uma mudança radical de munição em sua guerra para fazer o seu perfil de filmes autorais ribombar mais ruidosamente pelos ouvidos do planisfério cinéfilo.

Nada se sabe acerca da competição oficial do evento alemão, que tem a atriz inglesa Helen Mirren como homenageada. A engrenagem do certame agora ganha uma nova direção artística: saiu Dieter Kosslick; entraram Mariette Rissenbeek e Carlo Chatrian. Algumas mostras do festival já revelaram parte das suas atrações e Portugal conseguiu emplacar Quantum Creole, de Filipa César, no Forum Expanded. Confirmou-se ainda uma exibição fora de concurso do Pinóquio (Pinocchio), de Matteo Garrone, mas dos potenciais concorrentes, nada se sabe, ainda que seja dada como certa a ida de Home, longa-metragem de estreia da atriz germânica Franka Potente (de Corra, Lola, Corra), na realização. Da prata da casa, Anne Zohra Berrached é hipótese por The Wife of the Pilot  e existem fortes chances de Michael Venus concorrer com o thriller Sleep, apoiado no carisma de Sandra Huller.

Na busca por produções mais mediáticas, o evento parece estar de olho em The Postcard Killings, do bósnio Danis Tanovic, que promete ser um dos grandes sucessos de bilheteira na Europa este ano. Jeffrey Dean Morgan e Famke Janssen encabeçam o elenco deste policial sobre o assassinato de uma jovem em Londres. Espera-se muita atenção também para My Salinger Year, produção canadiana pilotada por Philippe Falardeau, e protagonizado por Sigourney Weaver – no que promete ser o melhor desempenho dela em anos. Há ainda uma promessa de holofotes quentes em torno da coprodução luso-brasileira O Ano da Morte de Ricardo Reis, na qual João Botelho dirige Chico Diaz com base na prosa de José Saramago.

Resultado de imagem para O Ano da Morte de Ricardo Reis botelho

Coagita-se ainda a participação de longas-metragens inéditas da inglesa Sally Potter (Molly, com Elle Fanning e Javier Bardem como filha e pai em crise); do romeno Cristi Puiu (com Malmkrog); do dinamarquês Thomas Vinterberg (Druk, no qual Mads Mikkelsen encarna um professor alcoólatra); de Naomi Kawase (com Asa ga Kuru, sobre uma mulher às voltas com a adoção de um bebé); do polaco Tomasz Wasilewski, com Fools; e alguns falam na animação Izzy Got the Frizzies, a estreia do coreano Kim Ki-Duk no género. Algumas previsões dão como certa a escolha da nova obra de François Ozon: Eté 84. Existe ainda uma hipótese de haver espaço para o português O Lugre – Terra Nova, de Artur Ribeiro, no certame. The Birthday Cake, comédia de Jimmy Giannopoulos, com Ewan McGregor e Val Kilmer, pode iniciar sua carreira no Berlinale Palast. Cassandras de plantão lembram Sean Durkin e o seu The Nest (com Jude Law) e da espanhola Isabel Coixet, que prepara It snows in Benidorm. Porém, o nome mais citado foi o de Gianfranco Rosi. Notturno é tratado como atração garantida para as salas alemãs.

Últimas