“O Último Azul” abre a 46.ª edição do Festival de Cinema do Cairo

(Fotos: Divulgação)

O filme O Último Azul irá inaugurar a 46.ª edição do Festival de Cinema do Cairo, certame que se desenrola de 12 a 21 de novembro no Egitop+. A longa-metragem, assinada por Gabriel Mascaro (Boi Neon), será exibida fora de competição.

Depois de em Boi Neon (2015) investigar a masculinidade num Nordeste brasileiro em mutação económica, e de em Divino Amor (2019) questionar a ascensão evangélica através de uma parábola bíblica provocadora, Mascaro evoca novamente em O Último Azul as suas inquietações através da história de uma idosa que, num Brasil que coloca qualquer pessoa com mais de 75 anos em colónias encerradas, decide contrariar o destino e embarcar numa viagem para cumprir o seu sonho: o de voar.

“Não existe género no cinema que abrace o corpo idoso enquanto protagonista”, disse Mascaro ao C7nema, aquando da estreia do filme em Portugal. “Nunca vi uma distopia, um coming of age ou um road movie com idosos como protagonistas de descobertas. Então, acho que por isso o filme vai, de maneira muito lúdica e lírica, brincar com esses géneros, quase como num filme infantil, mas que joga de maneira inversa e coloca esse corpo idoso numa jornada”.

Recorde-se que, anteriormente, o Festival do Cairo anunciou que The Voice of Hind Rajab seria o seu filme de encerramento. Baseado na história verídica de Hind Rajab, o filme da realizadora tunisina Kaouther Ben Hania acompanha uma menina de seis anos que, em janeiro de 2024, ficou presa dentro de um carro alvo de disparos das forças israelitas em Gaza, acabando por se tornar em mais uma das vítimas do conflito.

Link curto do artigo: https://c7nema.net/v941

Últimas